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Instituto Federal de Pernambuco

Processo de Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC)
Memorial Descritivo

MEMORIAL DESCRITIVO E ANALÍTICO PARA RECONHECIMENTO DE SABERES E COMPETÊNCIAS (RSC - NÍVEL V)


APRESENTAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO FUNCIONAL

Servidora Requerente: Laice Baima de Abreu

Cargo Efetivo: Pedagoga

Matrícula SIAPE: 1028437

Lotação na Instituição de Origem: Instituto Federal de Pernambuco — Campus Recife

Órgão de Exercício Atual: Advocacia Geral da União — Procuradoria Regional Federal da 5ª Região, na condição de servidora cedida.


Nível de RSC Pleiteado: RSC-PCCTAE V


1. APRESENTAÇÃO E SENTIDO DA TRAJETORIA PROFISSIONAL


Apresento este Memorial Descritivo e Analítico para fundamentar meu requerimento de Reconhecimento de Saberes e Competências — RSC-PCCTAE V. Sou Laice Baima de Abreu, matrícula SIAPE nº 1028437, Pedagoga do Instituto Federal de Pernambuco, Campus Recife, atualmente cedida à Advocacia Geral da União — Procuradoria Regional Federal da 5ª Região. Reúno neste documento experiências que expressam a construção de saberes pedagógicos, a responsabilidade institucional e a capacidade de contribuir para processos educacionais que exigiram análise, organização e articulação entre diferentes profissionais.


Minha trajetória na então Escola Técnica Federal de Pernambuco — ETFPE, posteriormente CEFET-PE e IFPE, foi marcada pela participação na vida pedagógica da instituição. Antes da cessão, exerci responsabilidades de assessoria pedagógica e acompanhamento de projetos em diferentes âmbitos da organização educacional. Essas experiências permitiram compreender a formação profissional em sua complexidade: os projetos dos cursos, o trabalho das equipes, as necessidades dos estudantes e os procedimentos que sustentam a oferta de uma educação pública de qualidade.


Os documentos anexados constituem o suporte comprobatório deste requerimento. A leitura conjunta dessas evidências permite reconhecer uma atuação que conecta planejamento curricular, suporte técnico-pedagógico a programas, avaliação de profissionais, participação em comissões e formação continuada. Meu propósito é demonstrar como essas experiências produziram competências aplicadas e um discernimento profissional amadurecido no enfrentamento de demandas concretas da instituição.


2. PARTICIPAÇÃO NA IMPLANTAÇÃO E NO DESENVOLVIMENTO DE CURSOS


Participei dos processos de implantação e desenvolvimento dos cursos Técnico em Refrigeração e Ar Condicionado, Técnico em Mecânica Industrial e Superior de Tecnologia em Sistema de Gestão Ambiental. Minha contribuição envolveu suporte técnico-pedagógico e interlocução com equipes multidisciplinares responsáveis pelos cursos. Essa participação insere-se em uma trajetória de compromisso com a consistência dos projetos formativos e com a adequação das propostas às exigências da educação profissional.


No curso de Refrigeração e Ar Condicionado, os registros do plano identificado na versão 2001.1 2004.2 situam minha participação na revisão e reformulação da proposta. Trabalhar com um plano de curso exige examinar a relação entre os objetivos da formação, a organização curricular e as condições de desenvolvimento do ensino. A contribuição pedagógica oferece às equipes um olhar sobre a coerência do percurso formativo e sobre o sentido educacional das escolhas que estruturam o curso.


No curso de Mecânica Industrial, versão 2002.2, constam minha participação na assessoria pedagógica e na equipe de reformulação do plano. Essa experiência mobilizou capacidade de análise, interlocução com profissionais de outra área de conhecimento e colaboração na organização de uma proposta formativa. O trabalho com equipes técnicas fortaleceu minha competência para relacionar fundamentos pedagógicos às especificidades da formação profissional, respeitando os conhecimentos de cada área e contribuindo para a construção coletiva do projeto.


No curso Superior de Tecnologia em Sistema de Gestão Ambiental, destaco o parecer favorável ao reconhecimento do plano, assinado em 2 de abril de 2003. A elaboração de uma manifestação dessa natureza exige leitura criteriosa, fundamentação pedagógica e responsabilidade na apreciação de uma proposta de formação superior. Minha participação no processo de implantação, conforme relato neste memorial, deve ser apreciada juntamente com esse registro, que comprova especificamente a etapa de análise e emissão de parecer.


As contribuições descritas revelam capacidade de interpretar propostas curriculares, analisar documentos, dialogar com equipes e sustentar decisões pedagógicas. Nos três cursos, os documentos individualizam etapas da minha atuação; a participação no processo mais amplo de implantação é apresentada no relato profissional, sem atribuir aos planos e ao parecer a comprovação isolada de todas as fases desse processo.


3. ACOMPANHAMENTO DE PROGRAMAS E ORGANIZAÇÃO DE ATIVIDADES DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL


No Programa Integrar, participei do acompanhamento pedagógico e da elaboração e reelaboração da matriz curricular do Ensino Médio. O cronograma assinado em 26 de maio de 2003 registra o trabalho de análise, os ajustes da proposta e os encaminhamentos para sua apreciação, além das providências relacionadas à emissão de certificados e históricos. Essas atividades evidenciam a necessidade de articular questões curriculares, procedimentos administrativos e demandas dos estudantes.


O relatório de 12 de dezembro de 2003 relaciona o trabalho desenvolvido à regularização do convênio e à autorização para certificação. Minha contribuição ocorreu em um contexto que exigiu acompanhar informações, examinar fundamentos educacionais e colaborar com encaminhamentos institucionais. A experiência fortaleceu minha capacidade de compreender o percurso de uma atividade de formação profissional e de atuar sobre questões que interferem no reconhecimento dos estudos realizados pelos participantes.


No Projeto PEQ-PE/FAT, em 1999, atuei no acompanhamento técnico-pedagógico, com visto e conferência em controles de frequência e registros de aulas. A presença da minha assinatura nesses documentos identifica minha participação no acompanhamento dos registros da execução. Essa atividade exigiu atenção à consistência das informações e aos elementos utilizados para verificar a participação dos alunos nas atividades de formação profissional.


Também participei do processo organizacional do curso de Informática Básica, conforme declaração institucional de 23 de julho de 1999. Essa experiência é apresentada pela contribuição à organização da oferta formativa. Sua relevância, no conjunto da trajetória, está no envolvimento com ações que articulam planejamento, participação de equipes e atendimento a necessidades de aprendizagem.


O acompanhamento desses programas consolidou um modo de atuação atento tanto à proposta pedagógica quanto aos registros que permitem compreendê-la e avaliá-la. Aprendi a reconhecer que a responsabilidade profissional se expressa também na qualidade das informações, na clareza dos encaminhamentos e na colaboração entre setores para a continuidade dos processos educacionais.


4. TRABALHO COLEGIADO E RESPONSABILIDADE INSTITUCIONAL


Integrei a comissão de avaliação do ENEPART, em 1994, e o Conselho de Classe de Mecânica, instituído pela Portaria nº 135/2003. A participação em espaços coletivos de análise ampliou minha compreensão da avaliação como uma prática que demanda escuta, interpretação das situações e responsabilidade nas decisões. Nesses contextos, o conhecimento pedagógico contribui para examinar questões educacionais e construir encaminhamentos em diálogo com outros profissionais.


Participei também da Comissão de Sindicância instituída pela Portaria nº 246/2004. Essa responsabilidade acrescentou à minha experiência a atuação em procedimentos que exigem atenção aos registros, observância das normas e discrição no tratamento das informações. O exercício de atribuições em comissão reforçou a importância da precisão documental e da postura ética no serviço público.


Essas participações expressam minha inserção em diferentes instâncias da instituição e a disposição para assumir responsabilidades que ultrapassam uma atuação individual. O trabalho colegiado exigiu ponderação, colaboração e capacidade de examinar situações sob perspectivas distintas, competências essenciais à atuação de uma pedagoga comprometida com a qualidade das decisões institucionais.


5. BANCAS EXAMINADORAS E AVALIAÇÃO PEDAGÓGICA


Atuei em bancas examinadoras nas áreas de Organização e Normas, Mecânica Industrial e Mecânica, vinculadas aos certames identificados pelos Editais nº 05/1996, nº 01/2002 e nº 01/2004. Essas experiências demandaram atenção aos critérios de avaliação, análise pedagógica e responsabilidade no julgamento profissional.


A participação em bancas aproxima o saber pedagógico de decisões que repercutem na formação oferecida pela instituição. Avaliar exige compreender o objeto da apreciação, observar os critérios definidos e formular um julgamento responsável. Ao atuar com profissionais de diferentes áreas, ampliei minha capacidade de interlocução e de análise, preservando o rigor e a imparcialidade necessários a essa atribuição.


6. FORMAÇÃO CONTINUADA E AMADURECIMENTO DAS COMPETÊNCIAS


A formação continuada acompanhou meu percurso profissional e está representada nos anexos por capacitações e seminários vinculados ao exercício profissional. Entendo a atualização como parte da responsabilidade com o trabalho: estudar permite rever práticas, ampliar recursos de análise e responder com maior segurança às demandas institucionais.


As capacitações em Condução e Participação de Reunião, em 1993, e Fortalecimento e Desenvolvimento de Equipes, em 2006, ampliaram recursos para a comunicação e o trabalho coletivo. O treinamento para Elaboração de Projetos, em 1994, e a Introdução à Metodologia da Pesquisa, em 1996, contribuíram para o planejamento e a organização de análises. A formação em Gestão Escolar, em 2002, fortaleceu a compreensão dos processos educacionais e de suas relações com a gestão.


A capacitação em Gestão de Documentos, Protocolo e Arquivo, em 2008, acrescentou conhecimentos relacionados à organização e ao tratamento das informações institucionais. As formações em Informática Básica, realizadas em 1999 e 2001, e o treinamento SICAUnet, em 2004, ampliaram meu repertório para utilização de recursos tecnológicos e sistemas de informação no trabalho.


O III Seminário Norte-Nordeste de Educação, em 2001, o Seminário de Pesquisa do Sistema de Avaliação Simétrico-Reflexivo, em 1994, e o VI Seminário Internacional de Educação do Recife, em 2002, proporcionaram contato com discussões sobre educação, ensino-aprendizagem e avaliação. Esses espaços de estudo enriqueceram a reflexão sobre a prática e a compreensão dos desafios vivenciados pelas instituições de ensino.


A atualização profissional também favoreceu a reflexão sobre inovações metodológicas e sobre possibilidades de aperfeiçoamento do ensino e da avaliação. O contato com diferentes perspectivas educacionais ampliou minha capacidade de examinar propostas, dialogar com equipes multidisciplinares e oferecer suporte técnico-pedagógico fundamentado nas necessidades de cada contexto.


7. SÍNTESE ANALÍTICA E REQUERIMENTO DE RECONHECIMENTO


A análise do conjunto da trajetória permite identificar competências que se complementam: planejamento e análise curricular; orientação e acompanhamento pedagógico; articulação entre equipes e setores; organização de projetos e registros; participação em processos de avaliação; e atuação responsável em instâncias colegiadas. A consistência desse repertório decorre de sua aplicação em situações concretas, nas quais o conhecimento pedagógico precisou dialogar com necessidades formativas, exigências administrativas e decisões institucionais.


Minha experiência na ETFPE, no CEFET-PE e no IFPE contribuiu para formar uma profissional capaz de compreender os processos educacionais de maneira integrada. A atuação no planejamento e no acompanhamento de cursos e programas representa um percurso de aprendizagem e responsabilidade com a instituição e com as pessoas envolvidas. A atual cessão à AGU — Procuradoria Regional Federal da 5ª Região integra minha identificação funcional; as experiências analisadas neste memorial concentram-se na instituição de origem e constituem o fundamento do pedido de reconhecimento.


Diante desse percurso, submeto este memorial e a documentação comprobatória anexada à apreciação da Comissão de Reconhecimento de Saberes e Competências, requerendo a análise e a concessão do RSC-PCCTAE V. Solicito que sejam consideradas as responsabilidades assumidas, a natureza das contribuições documentadas e os saberes construídos na prática profissional. Os enquadramentos apresentados constituem a proposta do requerimento e estão sujeitos à avaliação da Comissão, sem utilização simultânea da mesma atividade em mais de um critério.


Recife, 05 de outubro de 2026.


LAICE BAIMA DE ABREU

Pedagoga — IFPE, Campus Recife

SIAPE nº 1028437

Este memorial é parte integrante do processo de submissão de protocolo 2026RSC-REI0142.