Memorial Descritivo
MEMORIAL DESCRITIVO
Reconhecimento de Saberes e Competências — RSC-PCCTAE VI
Servidora: Yarla Suellen Nascimento Alvares
Cargo: Pedagoga
Unidade de exercício: ASPE/IFPE - Campus Abreu e Lima
Ingresso no cargo atual: 03 de fevereiro de 2020
Qualificação atual: Mestrado em Ciências da Educação, com Incentivo à Qualificação correspondente
Nível pleiteado: RSC-PCCTAE VI
1. Apresentação e fundamento do pleito
Sou pedagoga do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco, desde 02 de fevereiro de 2020, em exercício no Campus Abreu e Lima. Minha trajetória na instituição foi construída em um período de intensa expansão das demandas pedagógicas, de reorganização dos processos acadêmicos e de necessidade de respostas institucionais diante de desigualdades educacionais, mudanças curriculares e situações emergenciais. Nesse percurso, atuei em atividades que atravessam o ensino, a extensão, a inclusão, a assistência ao estudante, a gestão, a avaliação institucional, a governança e a produção de conhecimento.
Pleiteio o RSC-PCCTAE VI porque os saberes que mobilizo atualmente ultrapassam a execução rotineira das atribuições do cargo. Eles foram desenvolvidos no enfrentamento de problemas concretos, na coordenação de equipes e projetos, na elaboração e revisão de documentos pedagógicos, na representação institucional, na análise de políticas, no acompanhamento de estudantes e na sistematização científica das experiências profissionais. Não se trata, portanto, de apresentar uma sucessão de portarias, mas de demonstrar como essas experiências se articularam e produziram competências consistentes, resultados institucionais e conhecimento compartilhável.
A narrativa deste memorial organiza minha trajetória por eixos de contribuição. Em cada eixo, procuro evidenciar o contexto da atuação, as responsabilidades assumidas, os saberes construídos e o retorno oferecido ao IFPE. Essa escolha busca preservar o caráter reflexivo do memorial e evitar que ele se reduza a uma reprodução do currículo ou a uma lista de portarias.
2. Construção da identidade profissional no IFPE
Meu ingresso no IFPE representou a inserção em uma instituição multicampi, marcada pela verticalização do ensino e pela convivência entre cursos de formação inicial e continuada, educação profissional técnica, Educação de Jovens e Adultos, graduação e pós-graduação. Essa diversidade de níveis e modalidades exigiu de mim uma compreensão progressivamente mais sistêmica da educação profissional e tecnológica, de suas normas, de seus sujeitos e de suas finalidades sociais.
Ao longo dos anos, passei de atuações predominantemente locais para responsabilidades que alcançam instâncias sistêmicas. No Campus Abreu e Lima, Campus para qual fui removida ainda em 2020, participei da organização do trabalho pedagógico, de processos de acesso e permanência, de políticas inclusivas e de inúmeras comissões acadêmicas. Em âmbito institucional, integrei fóruns, grupos de trabalho, comissões de avaliação, a Comissão Própria de Avaliação e o Conselho Superior. Essa ampliação do campo de atuação consolidou uma identidade profissional baseada na mediação pedagógica, na leitura normativa, no planejamento coletivo, na defesa do direito à educação e na capacidade de transformar experiências em referências para outras equipes e unidades.
3. Organização acadêmica, currículo e qualidade do ensino
Um dos eixos mais constantes de minha trajetória é a participação na elaboração, revisão e reformulação de projetos pedagógicos de curso. Atuei em comissões relacionadas a cursos FIC, técnicos integrados, técnicos subsequentes, PROEJA, cursos superiores de tecnologia e especializações. Entre os trabalhos documentados estão processos vinculados a Segurança do Trabalho, Meio Ambiente, Gestão Hospitalar, Instrumentação Cirúrgica, Saúde e Segurança Ocupacional, Espanhol Básico, Inglês Básico, AutoCAD, Regência de Coral, Alimentador de Linha de Produção e Cuidador de Idosos.
Essa experiência demandou conhecimentos sobre organização curricular, perfis profissionais, integração entre formação geral e técnica, carga horária, avaliação, requisitos legais, coerência entre objetivos formativos e componentes curriculares e tramitação institucional. A diversidade dos cursos impediu respostas padronizadas: cada projeto exigiu análise do público, da modalidade, do território, das condições de oferta e das normas aplicáveis. Com isso, desenvolvi a capacidade de interpretar documentos complexos, identificar inconsistências, construir consensos e colaborar na redação de propostas pedagogicamente coerentes e administrativamente viáveis.
A atuação na Comissão Revisora da Organização Acadêmica Institucional ampliou esse aprendizado, pois me colocou diante de normas que incidem sobre currículos, programação das atividades de ensino e avaliação em toda a instituição. Mais recentemente, a participação no Grupo de Trabalho de Assistência à ASPE/PRODEN passou a envolver a análise e a emissão de pareceres pedagógicos sobre reformulações e criações de PPCs, evidenciando uma transição da elaboração local para o assessoramento sistêmico. A Portaria IFPE nº 107/2026 atribui ao grupo a análise pedagógica de cursos técnicos integrados, cursos superiores em processo de avaliação externa e novas propostas de curso.
Também coordenei ou presidi comissões de elaboração de horários e de docentes conselheiros. Essas atividades, embora sejam operacionalmente distintas da elaboração de PPCs, integram o mesmo compromisso com a qualidade do ensino: organizar tempos, responsabilidades e espaços de acompanhamento para que o projeto pedagógico se realize no cotidiano. A experiência nos conselhos de classe foi posteriormente sistematizada no artigo “A organização pedagógica do conselho de classe na educação profissional: uma experiência do IFPE Campus Abreu e Lima”, publicado nos Anais do IX Congresso Nacional de Educação. O estudo analisou o conselho de classe como espaço democrático, processual e coletivo de avaliação do ensino e da aprendizagem.
Nesse eixo, os resultados institucionais não se restringem à produção de documentos. Eles se expressam na maior coerência dos processos acadêmicos, na sustentação pedagógica das ofertas, no fortalecimento de espaços colegiados e na criação de condições para que docentes, estudantes e equipes técnico-administrativas compreendam e executem os projetos formativos de maneira articulada.
4. Democratização do acesso, permanência e êxito estudantil
Outro núcleo importante de minha atuação envolve a democratização do acesso e a construção de condições de permanência. Participei das Comissões Locais dos Processos de Ingresso do IFPE em diferentes edições, bem como de processos de vagas remanescentes, seleções de cursos FIC e comissão organizadora de processo seletivo simplificado. Nessas experiências, atuei em tarefas de divulgação, análise de inscrições e documentos, atendimento a candidatos, orientação sobre etapas, suporte a recursos, acompanhamento de cronogramas e elaboração de relatórios.
Essas atividades desenvolveram competências de gestão de certames, aplicação de normas, tratamento isonômico, comunicação pública e resolução de situações não previstas. Compreendi que o processo seletivo não é apenas uma etapa administrativa: ele é uma porta de entrada da política educacional e, por isso, precisa combinar rigor procedimental, clareza, acolhimento e acessibilidade.
A participação na Comissão do Programa de Inclusão Digital para Empréstimo de Tablets, em 2022, aproximou o trabalho de acesso das condições materiais de permanência. A comissão elaborou e conduziu processo seletivo destinado a estudantes, em um contexto no qual o acesso a recursos tecnológicos era decisivo para acompanhar as atividades acadêmicas. Em 2024, passei a integrar a Comissão de Permanência e Êxito dos Estudantes do Campus Abreu e Lima, responsável por subsidiar programas e ações, minimizar os efeitos das desigualdades socioeconômicas e culturais e propor medidas voltadas à retenção, à evasão e ao desenvolvimento acadêmico.
A articulação entre ingresso, inclusão digital, acompanhamento e êxito consolidou uma compreensão ampliada da trajetória estudantil. Aprendi a analisar o percurso do estudante como processo contínuo, no qual acesso, acolhimento, aprendizagem, pertencimento e apoio institucional são dimensões inseparáveis.
5. Políticas inclusivas, diversidade e direitos humanos
O campo das políticas inclusivas constitui o eixo mais estruturante de minha trajetória no IFPE. Entre 20 de maio de 2022 e 15 de agosto de 2023, exerci a função gratificada FG-01 na Divisão de Políticas Inclusivas do Campus Abreu e Lima. Paralelamente, presidi e coordenei a comissão da Divisão e seus núcleos estruturantes — NAPNE, NEABI, NEGED e Núcleo 60+ — em atos que atribuíram à equipe responsabilidades de sensibilização, promoção de acessibilidade arquitetônica, comunicacional e atitudinal, observância das políticas de inclusão e articulação com a extensão.
A coordenação da Divisão exigiu planejamento, escuta qualificada, mediação de conflitos, articulação intersetorial, acompanhamento de estudantes, organização de ações formativas e diálogo com docentes, técnicos, famílias e parceiros externos. A inclusão deixou de ser, para mim, um tema restrito a eventos ou datas comemorativas e passou a orientar decisões pedagógicas, fluxos de atendimento e práticas institucionais.
Entre as ações sistematizadas no relato de experiência publicado nos Anais do Seminário Nacional de Pedagogia de 2023 estão o acolhimento e acompanhamento de estudantes com necessidades específicas; o levantamento de informações para subsidiar intervenções; a formação docente sobre acolhimento, inclusão e diversidade; a elaboração de material de apoio; campanhas de valorização da diversidade sexual e de gênero; clubes de leitura com temática antirracista; cine-debates; e eventos sobre violência contra as mulheres, anticapacitismo e direitos da população LGBTQIA+. Essas ações evidenciam que a atuação pedagógica na inclusão envolve simultaneamente atendimento, formação, produção de materiais, mobilização da comunidade e avaliação das barreiras existentes.
A experiência também foi objeto do artigo “Os núcleos de inclusão e diversidade do Instituto Federal de Pernambuco como instrumentos de promoção de uma formação integral e para a cidadania”, publicado nos Anais do IX CONEDU. Ao analisar documentos e finalidades dos núcleos, o trabalho relacionou políticas inclusivas, formação humana integral e cidadania. Essa produção revela um movimento que considero central no reconhecimento de saberes: a prática não permaneceu como experiência individual; foi analisada, sistematizada, publicizada e devolvida ao campo educacional como conhecimento.
Em 2024, a participação na comissão de avaliação do Edital de Projetos de Extensão e Bolsas para Ações Afirmativas ampliou essa contribuição para a análise de propostas institucionais. Avaliar projetos de ações afirmativas exigiu critérios, responsabilidade ética e capacidade de reconhecer iniciativas com potencial de enfrentar desigualdades e fortalecer a participação de grupos historicamente excluídos.
6. Coordenação de projetos e articulação de políticas públicas
Minha atuação como Coordenadora-Adjunta Pedagógica da Linha de Fomento Bolsa-Formação Qualifica Mais Progredir e, posteriormente, como Coordenadora-Adjunta Pedagoga da Equipe Multidisciplinar Sistêmica do Programa Mulheres Mil, ampliou meu campo de responsabilidade para políticas de formação profissional voltadas a públicos em situação de vulnerabilidade.
Essas coordenações demandaram visão de projeto, organização de fluxos, articulação entre áreas pedagógica, administrativa e financeira, acompanhamento da execução, interpretação de diretrizes nacionais e atenção às especificidades dos públicos atendidos. No caso do Mulheres Mil, a própria natureza da política reforçou a necessidade de integrar formação profissional, equidade de gênero, acolhimento e emancipação social.
A experiência acumulada nesses programas consolidou saberes de gestão educacional que não se limitam ao planejamento de atividades. Ela envolveu a capacidade de traduzir uma política pública em procedimentos, responsabilidades e práticas formativas, preservando seus objetivos sociais e sua viabilidade institucional.
7. Governança, representação e avaliação institucional
A participação em instâncias colegiadas e de avaliação ampliou minha compreensão sobre governança institucional. Integrei o Fórum Permanente de Pedagogia, o Colegiado do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Hospitalar e a Comissão Própria de Avaliação. Em 2025, fui nomeada conselheira titular do Conselho Superior do IFPE, como representante dos servidores técnico-administrativos, para o biênio 2025–2027.
Essas experiências exigem posicionamento responsável, leitura de processos, capacidade de representar interesses coletivos e compromisso com decisões que ultrapassam a unidade de exercício. No Conselho Superior, a atuação demanda compreender a instituição como totalidade, considerando diferentes campi, segmentos, políticas e impactos. Na CPA, o trabalho está relacionado à avaliação institucional, à participação dos segmentos e à produção de informações para o aperfeiçoamento da gestão e das atividades acadêmicas.
A representação colegiada desenvolveu em mim uma forma de saber que não é apenas técnica: saber escutar, argumentar, ponderar consequências, respeitar divergências e formular decisões sustentadas em princípios públicos. Essa competência é essencial em uma instituição educacional democrática e multicampi.
8. Produção e socialização de conhecimento
A produção acadêmica vinculada à minha prática profissional constitui uma dimensão importante do meu percurso. Além dos trabalhos sobre conselho de classe e núcleos de inclusão e diversidade publicados no IX CONEDU, publiquei, como autora, o relato “A atuação da pedagogia em núcleos de inclusão e diversidade no âmbito da educação profissional e tecnológica: um relato de experiência no Instituto Federal de Pernambuco/Campus Abreu e Lima”, nos Anais do Seminário Nacional de Pedagogia de 2023.
As três produções possuem um traço comum: partem de experiências concretas do IFPE, submetem-nas à reflexão pedagógica e tornam seus resultados acessíveis a outras pessoas e instituições. Nelas, o trabalho cotidiano é tratado como fonte legítima de investigação, sem perder o rigor da análise documental e da fundamentação teórica.
Ao publicar essas experiências, desenvolvi competências de investigação qualitativa, seleção e análise de documentos, escrita científica, comunicação de resultados e problematização da prática. Mais do que registrar atividades, procurei compreender seus sentidos, limites e possibilidades. Essa postura reflexiva retroalimenta minha atuação: a pesquisa ajuda a qualificar a prática, e a prática oferece questões relevantes para a pesquisa.
9. Atuação em situação emergencial
Em 2022, integrei a Comissão Local de Enfrentamento do Coronavírus no Campus Abreu e Lima, instituída no contexto do Comitê Emergencial do IFPE. À comissão cabia contribuir para a implementação do plano de contingenciamento, reunir informações, orientar a comunidade e operacionalizar medidas de prevenção. A participação nesse colegiado exigiu prontidão, responsabilidade coletiva, comunicação clara e tomada de decisão em contexto de incerteza.
Essa experiência acrescentou à minha trajetória saberes relacionados à gestão de riscos, à proteção da comunidade acadêmica e à adaptação de processos educacionais diante de uma emergência sanitária. Também reafirmou que a função pedagógica não se separa do cuidado: garantir a continuidade do trabalho educacional pressupõe proteger pessoas, compreender vulnerabilidades e orientar condutas institucionais.
10. Saberes e competências consolidados
A análise integrada das experiências permite identificar um conjunto de saberes e competências que se consolidaram no exercício do cargo e que fundamentam o pleito de RSC-PCCTAE VI:
Leitura normativa e tradução institucional — capacidade de interpretar legislação, regulamentos e documentos pedagógicos e convertê-los em orientações, pareceres, editais, projetos e procedimentos aplicáveis ao cotidiano do IFPE.
Planejamento e gestão pedagógica — competência para estruturar processos, definir etapas, articular equipes, acompanhar cronogramas, avaliar resultados e reorganizar ações diante de necessidades imprevistas.
Currículo e organização acadêmica — domínio construído na elaboração e revisão de PPCs, na análise de modalidades de ensino, na organização de horários e conselhos de classe e no assessoramento pedagógico sistêmico.
Inclusão, diversidade e direitos humanos — capacidade de identificar barreiras, acolher sujeitos, propor ações formativas, articular núcleos e inserir a equidade como princípio do planejamento educacional.
Mediação e trabalho coletivo — habilidade para atuar em equipes multidisciplinares, colegiados, fóruns e comissões, construindo consensos sem apagar divergências e mantendo o foco no interesse institucional.
Avaliação e tomada de decisão — competência desenvolvida na avaliação de projetos, processos seletivos, políticas acadêmicas e informações institucionais, com atenção à transparência, à isonomia e aos efeitos das decisões.
Produção e socialização de conhecimento — capacidade de sistematizar experiências, realizar análise documental, produzir textos acadêmicos e compartilhar práticas que podem orientar outras equipes e contextos.
Visão sistêmica e compromisso público — compreensão do IFPE como instituição multicampi e socialmente referenciada, fortalecida pela participação no Conselho Superior, na CPA, em grupos sistêmicos e em programas de alcance institucional.
11. Correspondência entre a trajetória e os critérios utilizados
A documentação apresentada demonstra diversidade de experiências e não concentração em um único tipo de atividade. As atuações em conselhos e colegiados, presidências e participações em comissões, organização de processos seletivos, coordenação de projetos, exercício de função gratificada, produção científica, avaliação de projetos e enfrentamento da pandemia correspondem a critérios distintos dos Requisitos I, II, V e VI.
No Requisito I, destacam-se o mandato no Conselho Superior, a participação em colegiado e CPA, as presidências de comissões, a atuação em grupos de trabalho e núcleos e a organização de processos de ingresso e seleção. No Requisito II, estão as coordenações pedagógicas em projetos institucionais de formação profissional. No Requisito V, registra-se o exercício de FG-01 na Divisão de Políticas Inclusivas. No Requisito VI, a trajetória é demonstrada pela publicação de trabalhos, pela avaliação de projetos de extensão e ações afirmativas e pela atuação institucional no enfrentamento da pandemia.
Essa correspondência evidencia que os saberes reconhecíveis foram construídos em diferentes espaços, com responsabilidades crescentes e resultados verificáveis. O volume documental é expressivo, mas o fundamento do pedido está na coerência do percurso: organizar processos pedagógicos, ampliar direitos, fortalecer a qualidade acadêmica e produzir conhecimento a partir do trabalho.
12. Considerações finais
Minha trajetória no IFPE foi construída pela disponibilidade para assumir responsabilidades, aprender com situações complexas e colaborar com diferentes pessoas e setores. Ao longo desse percurso, participei de processos estruturantes para a instituição, coordenei políticas e projetos, representei servidores em instâncias colegiadas, contribuí para a elaboração de currículos, atuei na inclusão e na permanência estudantil e transformei experiências profissionais em produção acadêmica.
Os saberes que apresento não foram apenas adquiridos em cursos formais. Foram construídos no trabalho, confrontados com normas e desafios reais, aperfeiçoados pela atuação coletiva, avaliados em diferentes contextos e compartilhados por meio de documentos, ações formativas e publicações. São saberes de natureza pedagógica, organizacional, ética, política e investigativa, que hoje me permitem atuar com autonomia, responsabilidade e visão sistêmica.
Por essas razões, considero que minha trajetória se enquadra no RSC-PCCTAE VI. O reconhecimento pleiteado expressa a valorização de um percurso profissional que produziu contribuições concretas para o IFPE e consolidou competências compatíveis com o nível requerido. Submeto este memorial com a convicção de que reconhecer saberes é reconhecer também a capacidade de transformar o exercício do cargo em desenvolvimento institucional, garantia de direitos e produção de conhecimento socialmente relevante.
Documentos e produções centrais mencionados no memorial:
• Portarias e atos relativos à elaboração, revisão e reformulação de Projetos Pedagógicos de Curso, à Organização Acadêmica Institucional e aos Grupos de Trabalho de assistência pedagógica à ASPE/PRODEN.
• Portarias das Comissões Locais dos Processos de Ingresso, processos de vagas remanescentes, processos seletivos de cursos FIC e processo seletivo simplificado.
• Portaria CABL/IFPE nº 29/2024 — Comissão de Permanência e Êxito dos Estudantes do Campus Abreu e Lima.
• Portarias CABL/IFPE nº 42/2022 e nº 30/2023 — coordenação/presidência da Divisão de Políticas Inclusivas e de seus núcleos estruturantes.
• Declaração de exercício da FG-01 na Divisão de Políticas Inclusivas, de 20/05/2022 a 15/08/2023.
• Portaria IFPE nº 875/2023 — Equipe Multidisciplinar Sistêmica da Linha de Fomento Bolsa-Formação Mulheres Mil.
• Portaria REI/IFPE nº 27/2025 — nomeação como conselheira titular do Conselho Superior, biênio 2025–2027.
• Portaria IFPE nº 1.020/2024 — comissão de avaliação do Edital de Projetos de Extensão e Bolsas para Ações Afirmativas.
• Portaria IFPE nº 281/2022 — Comissão Local de Enfrentamento do Coronavírus no Campus Abreu e Lima.
• ALVARES, Yarla Suellen Nascimento; MUNIZ, Maria Luísa Corrêa. A organização pedagógica do conselho de classe na educação profissional: uma experiência do IFPE Campus Abreu e Lima. Anais do IX CONEDU.
• LIMA JÚNIOR, Ivanildo Alves de; ALVARES, Yarla Suellen Nascimento. Os núcleos de inclusão e diversidade do Instituto Federal de Pernambuco como instrumentos de promoção de uma formação integral e para a cidadania. Anais do IX CONEDU.
• ALVARES, Yarla Suellen Nascimento. A atuação da pedagogia em núcleos de inclusão e diversidade no âmbito da educação profissional e tecnológica: um relato de experiência no Instituto Federal de Pernambuco/Campus Abreu e Lima. Anais do Seminário Nacional de Pedagogia, 2023.