Memorial Descritivo
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE PERNAMBUCO
MEMORIAL DESCRITIVO
Reconhecimento de Saberes e Competências - RSC-PCCTAE
Nível pleiteado: RSC-VI - equivalência a Doutorado
THIAGO RIBAS DE LIMA
Assistente em Administração | Matrícula SIAPE 1667634
Departamento de Planejamento e Controle - Campus Recife
Recife - PE | 2026
IDENTIFICAÇÃO E DELIMITAÇÃO DO MEMORIAL
Servidor: Thiago Ribas de Lima
Matrícula SIAPE: 1667634
Cargo efetivo: Assistente em Administração
Classe/Nível: D/19
Instituição: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco - IFPE
Lotação/Exercício: Departamento de Planejamento e Controle - Campus Recife
Nível pleiteado: RSC-VI - equivalência a Doutorado
Período Considerado: Desde o exercício 05/01/2009
Escopo documental: 19 comprovantes: portarias, declaração funcional, certificados, artigo e apresentação científica
Este memorial descreve e analisa os saberes e as competências construídos no exercício profissional, relacionando-os às evidências apresentadas nos Requisitos I, IV, V e VI. A narrativa foi delimitada aos documentos anexados, sem atribuir ao servidor atividades que não estejam demonstradas pelas portarias, declarações, certificados ou produções juntadas.
SUMÁRIO
Seção 1: Apresentação
Seção 2: Trajetória e identidade profissional
Seção 3: Requisito I - participação institucional
Seção 4: Requisito IV - planejamento de contratações
Seção 5: Requisito V - função gratificada e cargo de direção
Seção 6: Requisito VI - formação, produção e difusão do conhecimento
Seção 7: Contribuições para ensino, pesquisa e gestão
Seção 8: Saberes e competências consolidados
Seção 9: Matriz de aderência e síntese documental
Seção 10: Considerações finais
Seção 11: Referências
1 APRESENTAÇÃO
Apresento este Memorial Descritivo com a finalidade de demonstrar os saberes e as competências desenvolvidos ao longo da minha trajetória como Assistente em Administração do IFPE. A documentação evidencia atuação progressivamente ampliada: participação em instâncias colegiadas, presidência e composição de grupos de trabalho e comissões, planejamento de contratações, exercício de função gratificada e cargo de direção, formação continuada e produção e apresentação de conhecimento científico.
A Lei nº 11.091/2005 estrutura o Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação. A Lei nº 15.367/2026 instituiu o RSC-PCCTAE, e o Decreto nº 13.048/2026 estabeleceu critérios e procedimentos para sua concessão. De acordo com o art. 2º do Decreto, o RSC-PCCTAE reconhece o saber não instituído resultante da atuação profissional no exercício do cargo e na dinâmica de ensino, pesquisa e extensão das Instituições Federais de Ensino. Assim, o reconhecimento não se restringe ao tempo de serviço ou à reunião quantitativa de certificados: demanda demonstrar a relação entre experiência, aprendizagem, responsabilidade institucional e contribuição para os resultados da instituição.
Nos termos do art. 13, inciso II e § 1º, o memorial deve descrever a trajetória profissional e individual desenvolvida ao longo da carreira, relacionar atividades e experiências aos seis requisitos e demonstrar que o conjunto se alinha ao padrão de conhecimentos e competências do nível pleiteado. O art. 15 exige, ainda, saberes e competências diferenciados, capazes de qualificar a execução ordinária das atribuições do cargo e contribuir singularmente para o aprimoramento da atuação ou dos resultados institucionais. Esses comandos orientam a organização e a argumentação deste documento.
A compreensão de competência adotada neste memorial apoia-se em Le Boterf (2003) e Zarifian (2001). Para esses autores, competência corresponde à capacidade de mobilizar conhecimentos, recursos e experiências diante de situações concretas, assumindo responsabilidade pelos resultados. Schön (2000) acrescenta que o profissional se desenvolve ao refletir sobre a ação, enquanto Nonaka e Takeuchi (1997) explicam que o conhecimento organizacional se fortalece quando experiências individuais são sistematizadas, compartilhadas e incorporadas às práticas coletivas.
1.1 Objetivo geral
Descrever, analisar e articular as experiências comprovadas, demonstrando como os saberes acumulados em governança, planejamento, gestão, participação colegiada, contratação pública, educação profissional e produção científica fundamentam o pedido de RSC-PCCTAE no nível VI.
1.2 Objetivos específicos
- Relacionar cada experiência aos documentos comprobatórios apresentados;
- Explicitar conhecimentos técnicos, gerenciais e institucionais mobilizados;
- Demonstrar a evolução das responsabilidades assumidas no IFPE;
- Evidenciar contribuições para planejamento, governança, ensino, pesquisa e permanência estudantil;
- Sistematizar a aderência dos comprovantes aos requisitos do RSC-PCCTAE, preservada a competência avaliativa da comissão.
1.3 Parâmetros do nível RSC-PCCTAE VI
Conforme o art. 5º, inciso VI, do Decreto nº 13.048/2026, o RSC-PCCTAE VI exige, cumulativamente, no mínimo 75 pontos e sete critérios específicos, com pelo menos um critério vinculado ao Requisito VI - produção, prospecção e difusão de conhecimento científico ou técnico. O conjunto apresentado neste memorial supera esses patamares, reúne critérios dos Requisitos I, IV, V e VI e inclui formação superior à exigida para o cargo, publicação científica e apresentação de trabalho em evento.
Cada atividade foi enquadrada apenas uma vez, em observância ao art. 5º, § 3º. Também se buscou demonstrar, em cada seção, ampliação de responsabilidades, desenvolvimento de competências e contribuição institucional relevante, pois o § 4º do mesmo artigo exclui atividades que representem exclusivamente o desempenho ordinário das atribuições do cargo.
2 TRAJETÓRIA E IDENTIDADE PROFISSIONAL
Minha trajetória no serviço público federal teve início com a posse no cargo de Assistente em Administração em 23 de dezembro de 2008 e a entrada em exercício no IFPE em 5 de janeiro de 2009. Desde o ingresso, permaneço no mesmo cargo efetivo, construindo um percurso marcado pela ampliação gradual da complexidade das atividades, pela diversificação dos espaços de atuação e pela assunção de responsabilidades de coordenação, representação e direção. O ingresso no serviço público decorreu do propósito de servir à sociedade e contribuir para que a educação pública transformasse a vida das pessoas, orientação que permaneceu presente nas diferentes etapas da carreira.
2.1 Ingresso e formação das bases administrativas - 2008 a 2010
Nos primeiros anos no IFPE, desenvolvi experiência em unidades e processos fundamentais para o funcionamento institucional, com passagens por atividades relacionadas ao Patrimônio, ao Departamento de Administração e Planejamento – DAP, Almoxarifado, Setor de Cursos Técnicos Especiais e Secretaria Escolar. Esses espaços possibilitaram compreender o ciclo administrativo a partir de sua base material: recebimento, guarda, controle, movimentação e destinação de bens; organização documental; atendimento às unidades requisitantes; observância dos fluxos formais; e articulação entre planejamento, aquisição e utilização dos recursos públicos.
A atuação nessas áreas formou conhecimentos sobre legalidade, responsabilidade patrimonial, rastreabilidade, economicidade e continuidade do serviço. Também evidenciou que uma instituição educacional depende de estruturas administrativas capazes de assegurar materiais, espaços, registros e serviços em condições adequadas. Essa fase consolidou disciplina organizacional, atenção aos detalhes, compromisso com prazos e compreensão inicial das relações entre atividade administrativa e missão educacional.
2.2 Função gratificada e ampliação das responsabilidades no Campus Vitória - 2010 a 2012
A partir de 24 de novembro de 2009, passei a exercer função gratificada FG-02 no Departamento de Administração e Planejamento do Campus Vitória de Santo Antão, permanecendo nessa condição até 31 de janeiro de 2011. O exercício como Assessor de Administração representou a primeira ampliação formal de responsabilidades. Além da execução das rotinas, tornou-se necessário organizar informações, acompanhar demandas, orientar encaminhamentos, articular setores e responder pela regularidade e tempestividade das atividades sob minha responsabilidade.
Nesse mesmo período, em 2011, fui designado presidente da comissão encarregada de organizar e encaminhar a seleção de novos estudantes para os cursos técnicos integrados, subsequentes e PROEJA do Campus Vitória de Santo Antão. A experiência reuniu planejamento, coordenação de equipe, organização logística, cumprimento de regras e responsabilidade perante candidatos e comunidade. Ela marcou a passagem de uma atuação predominantemente interna para uma responsabilidade com efeitos diretos sobre o acesso à educação profissional.
2.3 Diversificação da experiência técnico-administrativa - 2012 a 2017
Após as experiências no Campus Vitória de Santo Antão, minha trajetória passou a abranger diferentes unidades do Campus Recife. Atuei em atividades relacionadas à Ouvidoria, Gestão de Pessoas e ao Gabinete da Direção-Geral. A passagem por esses espaços permitiu conhecer dimensões distintas da instituição: organização e acompanhamento da oferta educacional; relacionamento com estudantes, servidores e sociedade; tratamento de manifestações; assessoramento à gestão; comunicação institucional; e encaminhamento de demandas que atravessavam diversas áreas.
Na Ouvidoria, o contato com solicitações, reclamações, denúncias, elogios e pedidos de informação desenvolveu escuta qualificada, imparcialidade, mediação e capacidade de transformar manifestações individuais em informações úteis para o aperfeiçoamento institucional. Na Gestão de Pessoas pude conhecer as rotinas dos servidores de forma mais clara e entender as principais demandas dos servidores. No Gabinete da Direção-Geral, aprofundei a visão sobre processos decisórios, comunicação entre unidades, formalização de atos e necessidade de conciliar urgências cotidianas com prioridades institucionais.
Em 2016, fui incluído na Comissão Responsável pelo Processo Seletivo para Contratação de Professor Substituto do Campus Recife. A atividade ampliou a experiência adquirida na seleção discente e exigiu observância à isonomia, aos prazos, à confidencialidade e à regularidade documental. A composição da força de trabalho docente mostrou, novamente, que a atuação técnico-administrativa contribui diretamente para a manutenção e a qualidade da oferta de ensino.
2.4 Governança e representação institucional - 2018 a 2020
Em 2018, iniciei o primeiro mandato como representante titular dos servidores técnico-administrativos no Conselho Superior do IFPE, para o biênio *****-2020. A entrada na instância máxima consultiva e deliberativa ampliou significativamente minha visão institucional. O trabalho passou a exigir leitura de processos complexos, interpretação de normas, análise de impactos, diálogo com diferentes segmentos e tomada de posição fundamentada no interesse público e na missão do IFPE.
A experiência no CONSUP favoreceu a passagem de uma compreensão construída a partir das unidades de trabalho para uma compreensão sistêmica da instituição. Questões acadêmicas, administrativas, orçamentárias, organizacionais e de controle passaram a ser percebidas como dimensões interdependentes. A representação também fortaleceu comunicação técnica, argumentação, negociação, responsabilidade deliberativa e capacidade de prestar contas ao segmento representado.
Em 2020, durante a emergência sanitária da COVID-19, integrei a Comissão de Planejamento de Infraestrutura para o retorno às atividades administrativas do Campus Recife. O grupo recebeu a responsabilidade de construir medidas de proteção fundamentadas em orientações sanitárias e no plano institucional de contingência. A atuação exigiu análise de riscos, cooperação multidisciplinar, adaptação a informações em mudança e conciliação entre proteção à saúde e continuidade do serviço público.
2.5 Formação acadêmica, reflexão sobre a prática e produção científica - 2021
O ano de 2021 representou etapa importante de sistematização dos conhecimentos construídos no trabalho. Concluí a especialização em Docência na Educação Profissional, com 620 horas, aprofundando fundamentos pedagógicos, políticas educacionais, planejamento, avaliação e especificidades da educação profissional. Também concluí a especialização em Gestão Pública, com 440 horas, que integrou conteúdos de administração pública, licitações, contratos, direito administrativo, gestão de pessoas, contabilidade, finanças e orçamento.
Ainda em 2021, publiquei, em coautoria, o artigo “Solução de conflitos através da Ouvidoria: caso do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco - Campus Recife”. A pesquisa transformou uma experiência profissional em objeto de investigação e demonstrou como a Ouvidoria pode atuar na mediação de conflitos, na participação social e na melhoria dos serviços. Essa produção representa a conversão do conhecimento tácito acumulado na prática em conhecimento explícito e compartilhável, conforme a perspectiva de Nonaka e Takeuchi (1997).
2.6 Modernização do trabalho, planejamento de contratações e direção - 2022
Em agosto de 2022, fui designado presidente do Grupo de Trabalho do Campus Recife destinado a dar suporte à Comissão de Teletrabalho do IFPE. A responsabilidade surgiu em contexto de transformação das formas de organização e acompanhamento do trabalho. A condução do grupo exigiu interpretar normas, organizar reuniões, construir encaminhamentos, considerar condições de trabalho e contribuir para modelos orientados a entregas e resultados.
Em setembro de 2022, assumi o cargo de direção CD-04, no Departamento de Planejamento e Controle - DPLC. A chefia do DPLC consolidou a passagem para uma atuação gerencial de maior complexidade. Passei a responder de forma continuada pelo planejamento, pela coordenação das atividades da unidade, pelo acompanhamento de processos e prazos, pela articulação com setores acadêmicos e administrativos e pela entrega de informações necessárias à tomada de decisão.
Em dezembro de 2022, integrei a Equipe de Planejamento da Contratação de empresa de engenharia para fixação de eletrodutos do sistema de iluminação da quadra. A atividade acrescentou experiência na formalização da demanda, nos estudos preliminares e no gerenciamento de riscos, reforçando a relação entre planejamento institucional, infraestrutura, segurança e uso responsável dos recursos públicos.
2.7 Consolidação da governança e do planejamento - 2023 e 2024
Em 2023, fui reconduzido como representante titular dos técnico-administrativos no Conselho Superior para o biênio *****-2025. A recondução demonstrou continuidade da confiança institucional e permitiu exercer a representação com repertório ampliado pela experiência na direção e no planejamento. No mesmo ano, participei da Comissão de Planejamento da Contratação das obras de engenharia civil do refeitório do Campus Recife, atividade que integrou estudo técnico preliminar, mapa de riscos, infraestrutura e atendimento às necessidades da comunidade acadêmica.
Em agosto de 2024, assumi a presidência da Comissão de Fluxo de Atividades do Campus Recife. A comissão foi instituída para mapear processos, identificar gargalos, propor melhorias, capacitar servidores e elaborar relatórios. Essa responsabilidade sintetizou experiências acumuladas em administração, planejamento, direção e trabalho colegiado. Coordenar o mapeamento de fluxos exigiu transformar conhecimentos dispersos em representações compartilhadas, explicitar responsabilidades e construir soluções capazes de reduzir retrabalho, atrasos e incertezas.
2.8 Continuidade da representação e planejamento institucional - 2025
Em 2025, fui novamente designado representante titular dos servidores técnico-administrativos no Conselho Superior, para o biênio *****-2027, alcançando o terceiro mandato titular. A continuidade da representação confirma o caráter cumulativo da aprendizagem institucional: a experiência nas áreas operacionais, na Ouvidoria, no Gabinete, em comissões, no DPLC e em funções de confiança passou a subsidiar análises e deliberações com visão mais abrangente sobre as necessidades do IFPE.
2.9 Integração entre planejamento, ensino e permanência estudantil - 2026
Em janeiro de 2026, passei a integrar a Comissão Local do Campus Recife e a Comissão Temática do Eixo 1 para elaboração do PDI *****-2031. Como link de planejamento, minha atuação envolve articular informações, apoiar a participação da comunidade e colaborar na construção dos conteúdos relativos ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento institucional. O trabalho conecta a experiência acumulada no DPLC ao principal instrumento estratégico do IFPE.
Em maio de 2026, fui designado membro da Comissão de elaboração do Projeto Pedagógico do Curso Técnico em Administração Integrado ao Ensino Médio do Campus Palmares. A atividade aproximou minha formação em Administração, a experiência de gestão e os conhecimentos sobre educação profissional da organização curricular e do planejamento da oferta educacional.
Em julho de 2026, fui designado membro da Comissão do Plano Estratégico para Permanência e Êxito do Campus Recife, na condição de Chefe do DPLC. O grupo é responsável por levantar dados, identificar causas de evasão e retenção, propor estratégias e acompanhar indicadores. Essa atuação representa a convergência entre planejamento, análise de informações, assistência estudantil e ensino, com foco direto nos resultados educacionais e sociais da instituição.
2.10 Síntese evolutiva da trajetória
A trajetória profissional evidencia progressão coerente. As experiências em Patrimônio, DAP e Almoxarifado construíram as bases de organização, controle e responsabilidade administrativa. As funções gratificadas e os processos seletivos ampliaram coordenação e responsabilização. A passagem pelos Cursos Técnicos Especiais, pela Ouvidoria e pelo Gabinete desenvolveu compreensão da atividade acadêmica, escuta institucional, mediação e assessoramento. Os mandatos no CONSUP proporcionaram visão sistêmica e governança; as comissões e equipes de planejamento aprofundaram processos e riscos; e a chefia do DPLC consolidou liderança, planejamento e acompanhamento de resultados.
O percurso também demonstra que a atuação técnico-administrativa não está separada da finalidade educacional. Ao organizar recursos, processos, contratações, decisões, formas de trabalho, acesso, projetos pedagógicos e ações de permanência, contribuí para criar condições institucionais que sustentam ensino, pesquisa, extensão e assistência estudantil. O conhecimento acumulado foi continuamente mobilizado, ampliado pela formação acadêmica e convertido em decisões, fluxos, estudos, publicações e ações institucionais.
3 REQUISITO I - PARTICIPAÇÃO EM GRUPOS DE TRABALHO, COMISSÕES, COMITÊS, NÚCLEOS, REPRESENTAÇÕES OU SIMILARES, FORMALMENTE INSTITUÍDOS OU RECONHECIDOS PELO ÓRGÃO OU PELA ENTIDADE
3.1 Item 1 - Exercício do mandato como membro de conselhos superiores e conselhos de unidades e órgãos colegiados da Instituição Federal de Ensino
Atuei como representante titular dos servidores técnico-administrativos no Conselho Superior do IFPE em três biênios: *****-2020, *****-2025 e *****-2027. O Conselho Superior constitui instância máxima de caráter consultivo e deliberativo. A participação exige leitura de processos, análise de normas, diálogo com diferentes segmentos, elaboração de relatorias e decisão orientada pelo interesse institucional.
Evidência documental: Portaria nº 919, de 5 de julho de 2018; Portaria nº 118, de 30 de janeiro de 2023; e Portaria REI/IFPE nº 27, de 14 de janeiro de 2025, conforme publicações anexadas.
A continuidade dos mandatos demonstra confiança institucional e amadurecimento da representação. O trabalho colegiado desenvolveu visão sistêmica, pois as matérias submetidas ao Conselho conectam planejamento, políticas acadêmicas, pessoal, orçamento, controle e organização institucional. Como observa Senge (2013), organizações que aprendem exigem compreensão das relações entre partes e totalidade; essa perspectiva tornou-se central na minha atuação.
3.2 Item 2 - Coordenação ou presidência de núcleos, representações, grupos de trabalho ou similares, comissões ou comitês previstos no âmbito da administração pública, regularmente instituídos, ou reconhecidos pelo órgão ou pela entidade
3.2.1 Presidência do Grupo de Trabalho de Suporte ao PGD
A Portaria CREC/IFPE nº 403, de 18 de agosto de 2022, designou-me presidente do Grupo de Trabalho do Campus Recife incumbido de dar suporte à Comissão de Teletrabalho do IFPE. O ato previu duração de quatro meses, reuniões mensais e apresentação das medidas à Direção-Geral por relatório final.
Evidência documental: Portaria CREC/IFPE nº 403, de 18 de agosto de 2022
A experiência mobilizou interpretação normativa, gestão de pessoas, organização do trabalho e acompanhamento por resultados. Conduzir o grupo exigiu equilibrar continuidade do serviço, condições de trabalho, comunicação e responsabilização. O aprendizado produzido serviu de base para experiências posteriores relacionadas ao Programa de Gestão e Desempenho e à modernização da gestão.
3.2.2 Presidência da Comissão de Fluxo de Atividades
Pela Portaria CREC/IFPE nº 269, de 2 de agosto de 2024, fui designado presidente da Comissão de Fluxo de Atividades do Campus Recife, criada para analisar, propor e implementar melhorias nos processos e fluxos. Entre as competências estavam mapear processos, identificar gargalos, propor medidas de otimização, promover capacitação e elaborar relatórios.
Evidência documental: Portaria CREC/IFPE nº 269, de 02 de agosto de 2024
O mapeamento de processos torna explícitas as etapas, responsabilidades, esperas, riscos e interfaces. A presidência da comissão mobilizou conhecimentos de gestão por processos, facilitação de reuniões, priorização, análise de problemas e comunicação. A contribuição institucional reside na redução de incertezas, na melhoria da continuidade administrativa e no fortalecimento da capacidade de entrega das áreas acadêmicas e administrativas.
3.3 Item 3 - Participação como membro de núcleos, representações, grupos de trabalho ou similares, comissões ou comitês previstos no âmbito da administração pública, regularmente instituídos
3.3.1 Planejamento do PDI *****-2031
Em 2026, passei a integrar na instância local como responsáveis pela elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional *****-2031. A Portaria IFPE nº 27, de 9 de janeiro de 2026, designou-me como link de planejamento na Comissão Local do Campus Recife.
Evidência documental: Portarias IFPE nº 27, de 09 de janeiro de 2026.
A comissão locail divulgam e viabilizam atividades, prestam apoio operacional e dão suporte às comissões temáticas do PDI. A atuação articula conhecimento do Campus Recife à construção coletiva do principal instrumento de planejamento institucional.
3.3.2 Elaboração do PPC do Curso Técnico em Administração
A Portaria CPMR/IFPE nº 65, de 7 de maio de 2026, designou-me membro da Comissão de elaboração do Projeto Pedagógico do Curso Técnico em Administração Integrado ao Ensino Médio do Campus Palmares. A comissão deve elaborar a minuta em conformidade com o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos e as Diretrizes Curriculares Nacionais, promover a integração entre formação geral e técnica e submeter o documento aos colegiados competentes.
Evidência documental: Portaria CPMR/IFPE nº 65, de 07 de maio de 2026
Essa participação conecta a experiência administrativa e a formação em Administração à dimensão pedagógica. Elaborar um PPC demanda analisar perfil profissional, organização curricular, integração formativa, viabilidade institucional e coerência normativa. A contribuição técnico-administrativa ocorre na interface entre planejamento, gestão e ensino.
3.3.3 Comissão do Plano Estratégico para Permanência e Êxito
A Portaria CREC/IFPE nº 341, de 24 de julho de 2026, designou-me membro da Comissão do Plano Estratégico para Permanência e Êxito do Campus Recife, na condição de Chefe do DPLC. Compete ao grupo levantar dados, identificar causas de evasão e retenção, traçar perfis, propor estratégias preventivas e corretivas, elaborar ou atualizar o plano local e acompanhar indicadores.
Evidência documental: Portaria CREC/IFPE nº 341, de 24 de julho de 2026
A comissão demanda integração entre planejamento, dados, assistência estudantil e ensino. Minha contribuição concentra-se na leitura de indicadores, organização do processo de planejamento e construção de mecanismos de acompanhamento. Trata-se de atuação diretamente relacionada à permanência, ao êxito e à efetividade social da educação pública.
3.4 Item 6 - Atuação em atividades de elaboração, revisão e/ou correção de provas de exame de seleção, vestibular ou concursos
3.4.1 Seleção de Novos Estudantes 2016 – Campus Vitória de Santo Antão e Processo Seletivo de Contratação de Professores Substitutos
A trajetória inclui participação em dois processos seletivos formalmente constituídos. A Portaria nº 182/2011-DG designou-me presidente da comissão encarregada de organizar e encaminhar a seleção de novos estudantes para cursos técnicos integrados, subsequentes e PROEJA do Campus Vitória de Santo Antão. A Portaria nº 672/2016-DGCR incluiu-me na comissão responsável pelo processo seletivo para contratação de professor substituto do Campus Recife.
Evidência documental: Portaria nº 182/2011-DG, de 8 de agosto de 2011; e Portaria nº 672/2016-DGCR, de 6 de outubro de 2016.
Processos seletivos exigem isonomia, organização documental, observância de prazos, confidencialidade e tratamento adequado dos participantes. A presidência da comissão de ingresso discente desenvolveu competências de coordenação e logística; a seleção de professor substituto ampliou a experiência com procedimentos de composição da força de trabalho docente.
4 REQUISITO IV - DESIGNAÇÃO PARA ASSUNÇÃO DE RESPONSABILIDADES TÉCNICO-ADMINISTRATIVAS OU ESPECIALIZADAS
4.1 Equipe para contratação de serviço de engenharia
A Portaria CREC/IFPE nº 613, de 5 de dezembro de 2022, designou-me para a Equipe de Planejamento da Contratação de empresa de engenharia destinada à fixação de eletrodutos do sistema de iluminação da quadra do Campus Recife. O ato atribuiu à equipe a elaboração dos estudos preliminares e o gerenciamento de riscos, reunindo conhecimentos técnicos, administrativos e de uso do objeto.
Evidência documental: Portaria CREC/IFPE nº 613, de 05 de dezembro de 2022,
A experiência demandou compreensão da necessidade institucional, definição do objeto, articulação entre área requisitante e administração, identificação de riscos e produção de documentos preparatórios. O planejamento adequado reduz improvisações, melhora a especificação da solução e favorece eficiência, economicidade e segurança da contratação.
4.2 Comissão de planejamento das obras do refeitório
A Portaria CREC/IFPE nº 145, de 20 de abril de 2023, designou-me membro da Comissão de Planejamento da Contratação de obras de engenharia civil do refeitório do Campus Recife. A comissão recebeu a atribuição de elaborar estudo técnico preliminar e mapa de riscos com base na memória de cálculo do setor requisitante.
Evidência documental: Portaria IFPE nº 145, de 20 de abril de 2023
O refeitório possui impacto sobre permanência, assistência e condições de estudo. Assim, o planejamento da obra ultrapassa a dimensão operacional: conecta infraestrutura, uso responsável de recursos públicos e condições de atendimento à comunidade acadêmica. A atuação desenvolveu análise de necessidades, gestão de riscos, cooperação multidisciplinar e visão do ciclo da contratação.
5 REQUISITO V - EXERCÍCIO DE FUNÇÃO OU CARGO DE DIREÇÃO OU DE ASSESSORAMENTO INSTITUCIONAL
5.1 Item 2 - Exercício de cargo de direção (CD-03 e 04) ou equivalente
A Portaria nº 985, de 12 de setembro de 2022 registra o exercício do cargo de direção CD-04 no Departamento de Planejamento e Controle do campus Recife, permanecendo em exercício na data da emissão do documento.
Evidência documental: Diário Oficial nº 174, portaria nº 985 de 12 de setembro de 2022 e Declaração de Cargos e Funções Comissionados, emitida em 17 de julho de 2026;
À frente do DPLC, as responsabilidades abrangem planejamento, coordenação, monitoramento, articulação e controle. O cargo demanda converter orientações institucionais em processos, estabelecer prioridades, distribuir atividades, acompanhar entregas, prestar informações e responder pelos resultados da unidade. A permanência no exercício evidencia responsabilização continuada e confiança institucional.
5.2 Item 3 - Exercício de função gratificada (FG-01 e 02) ou equivalente
No Campus Vitória de Santo Antão, exerci função gratificada de Assessor da Assessoria de Planejamento (Assessor de Administração), código FG-02. A documentação inclui o ato de nomeação conforme Portaria nº 956, de 24 de novembro de 2009 e dispensa, de acordo com Portaria nº 70, de 31 de janeiro de 2011.
Evidência documental: Diário Oficial nº 225, portaria nº 956 de 24 de novembro de 2009, Diário Oficial nº 27, portaria nº 70 de 31 de janeiro de 2011 e Declaração de Cargos e Funções Comissionados, versão de 17 de julho de 2026.
As funções de confiança exigiram combinar execução técnica, orientação de atividades, acompanhamento de prazos e articulação entre unidades. Essa etapa consolidou conhecimentos sobre administração, planejamento e desenvolvimento educacional e preparou a transição para responsabilidades de maior complexidade.
5.3 Saberes gerenciais mobilizados
- Planejamento e priorização de demandas;
- Coordenação de pessoas e distribuição responsável de atividades;
- Monitoramento de processos, prazos, riscos e entregas;
- Comunicação e articulação com unidades acadêmicas e administrativas;
- Decisão orientada por normas, evidências e interesse público;
- Prestação de contas, transparência e responsabilização.
6 REQUISITO VI - PRODUÇÃO, PROSPECÇÃO E DIFUSÃO DE CONHECIMENTO CIENTÍFICO OU TÉCNICO
6.1 Item 4 - Conclusão de curso de educação formal superior ao exigido para o ingresso no cargo de que é titular e que não seja utilizado para percepção de Incentivo à Qualificação – IQ
6.1.1 Especialização em Docência na Educação Profissional
Concluí o curso de pós-graduação lato sensu em Docência na Educação Profissional, com carga horária de 620 horas. A formação abordou história da educação brasileira, legislação e políticas públicas, didática, metodologia do ensino superior, metodologia da pesquisa, planejamento educacional, psicologia da educação, avaliação escolar, aprendizagem motora e prática docente.
Evidência documental: Certificado e histórico de especialização em Docência na Educação Profissional, 620 horas, conclusão em 6 de janeiro de 2021.
A especialização ampliou a compreensão sobre a finalidade educacional do IFPE e qualificou a participação em processos seletivos, elaboração de PPC e permanência e êxito. Para Pacheco (2011), os Institutos Federais articulam formação humana, ciência, tecnologia e desenvolvimento social; conhecer essa especificidade permite orientar a gestão para a missão institucional.
6.1.2 Especialização em Gestão Pública
Concluí a pós-graduação lato sensu em Gestão Pública, com carga horária de 440 horas. A matriz contemplou gestão pública, administração pública, licitações, contratos administrativos, direito administrativo, gestão de pessoas no setor público, contabilidade, finanças, princípios orçamentários e trabalho de conclusão de curso. O TCC abordou a solução de conflitos por meio das ouvidorias públicas.
Evidência documental: Certificado e histórico da Faculdade Focus, curso realizado de 24 de fevereiro a 24 de agosto de 2021, carga horária total de 440 horas.
A formação possui aderência direta às funções desempenhadas. Licitações e contratos dialogam com as equipes de planejamento; gestão de pessoas relaciona-se à direção e ao teletrabalho; direito administrativo sustenta decisões; e planejamento e orçamento reforçam a atuação no DPLC. A formação sistematizou conhecimentos que já emergiam da prática e forneceu instrumentos conceituais para aperfeiçoá-la.
6.2 Item 10 - Autoria ou coautoria de capítulo de livro, de artigo publicado em revista especializada, jornal científico ou periódico, relacionado aos interesses institucionais
6.2.1 Artigo científico sobre Ouvidoria e solução de conflitos
Sou coautor do artigo “Solução de conflitos através da Ouvidoria: caso do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco - Campus Recife”, publicado na Revista Científica Semana Acadêmica, edição 215, volume 9, em 13 de dezembro de 2021. O estudo analisou a Ouvidoria do Campus Recife como instrumento de comunicação, mediação, participação social e melhoria dos serviços públicos.
Evidência documental: Artigo completo anexado. DOI: 10.35265/*****-6717-215-13234.
A pesquisa utilizou abordagem descritiva e exploratória, observação participante e análise das manifestações registradas em 2019. Os resultados evidenciaram a relevância da escuta qualificada e das técnicas de negociação, conciliação e mediação. A produção transforma um problema vivido na administração pública em objeto de investigação sistemática e conhecimento compartilhável.
6.3 Item 11 Apresentação de trabalho de interesse institucional em congresso, seminário ou outros eventos
6.3.1 Apresentação de trabalho científico no EnAPG
Apresentei, no IX Encontro de Administração Pública da ANPAD, o trabalho “Trabalho Acadêmico e a Pandemia Global: analisando a liderança transformacional, cultura organizacional, práticas de enfrentamento da COVID-19 no Work-Life Balance”, em coautoria com Giancarlo Gomes.
Evidência documental: Certificado de apresentação emitido pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração – ANPAD e Artigo completo da apresentação, .
A apresentação em evento científico qualificado exigiu domínio do estudo, síntese, comunicação oral, interlocução com pesquisadores e abertura à crítica. A atividade difundiu conhecimento produzido a partir de problemas organizacionais concretos do IFPE e ampliou a relação entre experiência profissional e investigação acadêmica.
6.4 Item 19 - Atuação institucional no enfrentamento de situações de surto, epidemia e pandemia
6.4.1 Planejamento de infraestrutura para o retorno durante a COVID-19
A Portaria nº 115, de 26 de maio de 2020, designou-me membro da Comissão de Planejamento de Infraestrutura para o retorno às atividades administrativas do Campus Recife. O grupo deveria construir documento com medidas de proteção fundamentadas nas orientações sanitárias e no plano institucional de contingência.
Evidência documental: Portaria nº 115, de 26 de maio de 2020; designação de Thiago Ribas de Lima, SIAPE 1667634, como membro.
A atuação ocorreu em contexto de elevada incerteza e risco. A comissão precisou integrar informações sanitárias, infraestrutura, organização do trabalho e continuidade do serviço. A experiência desenvolveu capacidade de análise preventiva, cooperação multidisciplinar, adaptação e tomada de decisão responsável. Posteriormente, a pandemia também se tornou objeto de pesquisa e apresentação científica, compondo um ciclo de prática, reflexão e difusão.
7 CONTRIBUIÇÕES PARA ENSINO, PESQUISA E GESTÃO INSTITUCIONAL
7.1 Ensino e permanência estudantil
A contribuição ao ensino está comprovada pela presidência da comissão de ingresso discente, pela participação na seleção de professor substituto, pela elaboração do PPC do Curso Técnico em Administração e pela Comissão do Plano Estratégico para Permanência e Êxito. Essas experiências abrangem acesso, organização curricular, composição da força de trabalho docente e acompanhamento das condições de permanência.
7.2 Pesquisa e difusão
A contribuição à pesquisa está demonstrada pelo artigo sobre Ouvidoria e pela apresentação no EnAPG. As duas produções partem de problemas vividos em instituições públicas de educação e os transformam em análise, discussão teórica e comunicação científica. Essa passagem da experiência à sistematização caracteriza a reflexão sobre a prática descrita por Schön (2000).
7.3 Planejamento, infraestrutura e governança
Os mandatos no Conselho Superior, a comissão do PDI, as equipes de planejamento de contratações, a Comissão de Fluxos e o exercício do CD-04 demonstram contribuição estrutural. Governança estabelece orientações; planejamento organiza prioridades; contratações viabilizam recursos e infraestrutura; e processos conectam decisões a resultados. A qualidade da gestão constitui condição para que ensino, pesquisa e extensão alcancem seus objetivos.
7.4 Integração entre experiência e formação
As especializações não constituem coleção isolada de títulos. Docência na Educação Profissional oferece fundamentos para compreender a missão educacional; Gestão Pública qualifica decisões, contratações e coordenação. Em sentido inverso, a experiência em comissões, direção e colegiados confere concretude aos conteúdos estudados. Esse movimento recíproco entre teoria e prática constitui núcleo do saber profissional.
8 SABERES E COMPETÊNCIAS CONSOLIDADOS
Competência: Governança institucional; Evidências: Participação continuada no Conselho Superior e construção do PDI.; Saberes mobilizados: Visão sistêmica, análise normativa e responsabilidade deliberativa.
Competência: Planejamento estratégico; Evidências: DPLC, Comissões Local do PDI; Saberes mobilizados: Definição de prioridades, integração e acompanhamento.
Competência: Gestão de processos; Evidências: Presidência da Comissão de Fluxo.; Saberes mobilizados: Mapeamento, diagnóstico de gargalos e melhoria de fluxos.
Competência: Planejamento de contratações; Evidências: Equipes de engenharia da quadra e do refeitório.; Saberes mobilizados: Estudos preliminares, riscos, articulação multidisciplinar e economicidade.
Competência: Liderança e coordenação; Evidências: FG, CD, presidências de GT e comissões.; Saberes mobilizados: Organização, mediação, decisão e responsabilização.
Competência: Gestão educacional; Evidências: PPC, seleção discente/docente e permanência e êxito.; Saberes mobilizados: Articulação entre gestão, acesso, currículo e sucesso estudantil.
Competência: Pesquisa e comunicação científica; Evidências: Artigo e apresentação no EnAPG.; Saberes mobilizados: Problematização da prática, análise e difusão de conhecimento.
Competência: Gestão de riscos e continuidade; Evidências: Comissão COVID-19 e planejamento de contratações.; Saberes mobilizados: Prevenção, adaptação, segurança e resposta institucional.
8.1 Reflexão sobre a prática
A principal transformação profissional foi a passagem de uma compreensão setorial para uma compreensão sistêmica. As funções iniciais ensinaram regularidade e organização; os colegiados revelaram a complexidade das decisões; as comissões desenvolveram construção coletiva; o planejamento de contratações introduziu análise de riscos e formalização da demanda; e a direção reuniu essas dimensões sob responsabilidade continuada.
O conhecimento produzido tornou-se explícito em relatórios, fluxos, estudos preliminares, mapas de riscos, projetos, artigos, apresentações e decisões colegiadas. Conforme Nonaka e Takeuchi (1997), essa conversão da experiência em registros e práticas compartilhadas fortalece a aprendizagem organizacional.
9 MATRIZ DE ADERÊNCIA E SÍNTESE DOCUMENTAL
Req.: I.1; Critério/atividade: Conselheiro titular - 3 mandatos; Comprovação: Portarias 919/2018, 118/2023 e 27/2025; Pontos*: 18,0
Req.: I.2; Critério/atividade: Presidência de GT/comissão - 2 designações; Comprovação: Portarias 403/2022 e 269/2024; Pontos*: 9,0
Req.: I.3; Critério/atividade: Membro de comissões - PDI Local, PPC e Permanência e Êxito; Comprovação: Portarias 27/2026, 65/2026 e 341/2026; Pontos*: 9
Req.: I.5; Critério/atividade: Processos seletivos - presidência/membro; Comprovação: Portarias 182/2011 e 672/2016; Pontos*: 9,0
Req.: IV.2; Critério/atividade: Planejamento de contratações - 2 designações; Comprovação: Portarias 613/2022 e 145/2023; Pontos*: 6,0
Req.: V.2; Critério/atividade: Cargo de direção CD-04; Comprovação: Declaração funcional; Pontos*: 30,0
Req.: V.3; Critério/atividade: Função gratificada FG-02; Comprovação: Publicação e declaração funcional; Pontos*: 4,5
Req.: VI.4; Critério/atividade: Duas especializações; Comprovação: Docência na Educação Profissional e Gestão Pública; Pontos*: 30,0
Req.: VI.10; Critério/atividade: Artigo científico; Comprovação: Artigo e DOI; Pontos*: 7,5
Req.: VI.11; Critério/atividade: Apresentação em evento científico; Comprovação: Certificado EnAPG/ANPAD; Pontos*: 4,5
Req.: VI.19; Critério/atividade: Comissão de planejamento COVID-19; Comprovação: Portaria 115/2020; Pontos*: 2,0
* Total estimado com base nas unidades de medida e nos valores dos Anexos I, IV, V e VI do Decreto nº 13.048/2026: 129,5 pontos, distribuídos em mais de sete critérios específicos e incluindo critérios do Requisito VI. A pontuação definitiva, a contagem de frações de tempo, a vedação de sobreposição e a suficiência documental competem à comissão avaliadora.
9.1 Coerência do conjunto
O Requisito I evidencia participação, representação e construção coletiva; o Requisito IV demonstra capacidade de planejar contratações e riscos; o Requisito V registra responsabilização gerencial; e o Requisito VI reúne formação, produção e difusão do conhecimento. O conjunto mostra progressão qualitativa e convergência entre saber adquirido, aplicação prática, sistematização e compartilhamento.
10 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este memorial demonstrou uma trajetória marcada por continuidade, diversidade de experiências e aumento progressivo de responsabilidades. A participação no Conselho Superior ampliou a visão institucional; as presidências de grupos e comissões desenvolveram liderança colegiada; o planejamento de contratações fortaleceu análise de necessidades e riscos; e o exercício de função gratificada e cargo de direção consolidou capacidades gerenciais.
As especializações em Docência na Educação Profissional e Gestão Pública compõem formação coerente com os desafios do IFPE. O artigo sobre Ouvidoria, a apresentação científica sobre trabalho e pandemia e a atuação na comissão de retorno demonstram capacidade de transformar problemas profissionais em reflexão, aprendizagem e difusão de conhecimento.
As contribuições para a atividade-fim foram delimitadas com rigor. O ensino aparece no ingresso discente, na seleção docente, na elaboração de PPC e na permanência e êxito; a pesquisa está comprovada por publicação e apresentação científica; e a gestão fornece, de forma transversal, condições institucionais, processuais e materiais para ensino, pesquisa e extensão.
O conjunto comprova saber profissional que ultrapassa a execução de rotinas: capacidade de interpretar contextos, mobilizar conhecimentos, assumir responsabilidades, coordenar ações coletivas, planejar recursos, comunicar análises e converter experiência em aprendizagem institucional. Diante da trajetória e dos documentos apresentados, submeto este Memorial à comissão competente e requeiro o reconhecimento dos saberes e competências desenvolvidos no exercício do cargo, com a concessão do RSC-PCCTAE no nível VI, observados os critérios aplicáveis.
Recife, 03 de Agosto de 2026
Thiago Ribas de Lima
Assistente em Administração
SIAPE: 1667634
11. REFERÊNCIAS
BRASIL. Decreto nº 13.048, de 3 de julho de 2026. Estabelece os critérios e os procedimentos para a concessão do Reconhecimento de Saberes e Competências aos servidores ocupantes dos cargos do PCCTAE. Brasília, DF: Presidência da República, 2026.
BRASIL. Lei nº 11.091, de 12 de janeiro de 2005. Dispõe sobre a estruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação. Brasília, DF: Presidência da República, 2005.
BRASIL. Lei nº 15.367, de 30 de março de 2026. Institui o Reconhecimento de Saberes e Competências para o Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação. Brasília, DF: Presidência da República, 2026.
LE BOTERF, Guy. Desenvolvendo a competência dos profissionais. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2003.
NONAKA, Ikujiro; TAKEUCHI, Hirotaka. Criação de conhecimento na empresa. Rio de Janeiro: Campus, 1997.
PACHECO, Eliezer. Institutos Federais: uma revolução na educação profissional e tecnológica. São Paulo: Moderna, 2011.
SCHÖN, Donald A. Educando o profissional reflexivo. Porto Alegre: Artmed, 2000.
SENGE, Peter M. A quinta disciplina. 29. ed. Rio de Janeiro: BestSeller, 2013.
ZARIFIAN, Philippe. Objetivo competência: por uma nova lógica. São Paulo: Atlas, 2001.